O que acontece, e tantos não conseguem enxergar por estarem focados em fazer a vontade da maioria ou talvez minoria que pense ser a maior parte, é que a vaia faz parte do futebol e por vezes é necessária para que algo errado seja retificado.
Um exemplo bobo mas capaz de mostrar isso no cotidiano é uma criança de 8 anos e sua mãe, que tenta educa-lo. Ao pôr suas mãos em uma tomada, a criança ouvirá uma repreensão de sua mãe, um reforço negativo. Por demonstrar-se grossa, a mãe estava querendo o mal de seu progenitor? Claro que não, ela só queria que ele não tomasse mais aquelas atitudes equivocadas.
No futebol é assim, talvez a vaias que os verdadeiros modinhas julgam ser impertinentes mostrando apenas seus deméritos, tenham alguns pontos positivos.
O futebol de Santa Catarina mostrou isso nesta semana: após perder um gol incrível e quase ser crucificado, literalmente, pela torcida do Figueirense em jogo válido pela Série B no sábado, Jean Carioca deu a volta por cima marcando o gol da vitória de seu clube dois dias depois.
De herói a vilão em um curtissímo período de tempo. Será que se nã fossem os "puxões de orelha" da torcida alvinegra, o atleta se motivaria o bastante a ponto de dar a volta por cima?
Uma torcida de verdade não se faz somente com elogios, críticar também é nescessário. Quando se quer o bem de algo tão relevante, não se pondera o sentimento, ele flui naturalmente. Aqueles que dizem se controlar com o argumento de que só o apoio é importante, estão mentindo em primeiro lugar, já que afirmam isso só para estar na moda. E em segundo lugar, não são torcedores, já que o torcedor de verdade não consegue controlar seus sentimentos.
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